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Reminiscências / O Relógio e o Tempo - RJ : CBJE - 2010

Vida plena
A pessoa que ama
E tem sabedoria
Alcança o cerne da vida
Vive de uma maneira plena
Transcende a realidade fria e banal
Sai do rotineiro
Trivial
E desumano
A realidade é vista de um modo emocional
Intelectual
Espiritual
E humano
O que ajuda a mudar a si
O outro
E a vida
E transcende a dimensão do real.


A vida íntima
A segunda vida
Vida secreta
Vida íntima
A vida secreta é inesgotável
Por outro lado a vida social
E a burguesia é superficial
É visível demais
Vê-se o final de modo claro
Todos os atos levam até lá
Parece loucura!
O tempo devora a vida superficial
A vida secreta e íntima é inesgotável
Sentimento inefável ao seu lado
O que tenho agora ao seu lado
Bem-aventurança!


Dádiva
Eu não o perdi
Desde que nos separamos
Eu o tenho no meu pensamento
Nos meus sentimentos
Nas lembranças
Nas minhas orações
E nas minhas poesias
Eu não o perdi
Eu o tenho no meu sentir.


Ser atomizado
Homem moderno
Ser pulverizado
Quase desumanizado
Pouco espiritualizado
Carente de poesia
E sentido de vida
Homem moderno
Homem consumo
Fruto de propaganda
E dos meios de comunicação
Restrito na visão de mundo
No espírito critico
E imaginação
Homem moderno
Ser atomizado.


Entre
Eis que a vida não é mais vã
Nem triste
Nem solitária
Entre a natureza
Os animais
E os pássaros
Entre o plantar
E o regar uma planta
Sob a sombra de uma árvore frondosa
Entre a luz do Sol
A beleza do amanhecer
E do crepúsculo
Eis que a vida não é mais vã.


Tempo subjetivo
O relógio bate
O tempo passa
O relógio bate
Tempo cronometrado
O tempo anda
Fluxo de consciência
Dos meus sentimentos
Tenho sempre todo o dia você
Na minha alma
E no meu pensamento
Fluxo de consciência
Consciência moral
Tempo psicológico
Tempo subjetivo
Tempo de amor.