A.C.I.MA. - "Vitrine do Artista Brasileiro & lusófono no Exterior" - Março de 2016
Link para a entrevista: http://acimamandala.blogspot.com.br/2016/03/acima-entrevista-escritora-carmen-lucia.html



A.C.I.MA. - Entrevista a Escritora CARMEN LÚCIA HUSSEIN para a "Vitrine do Artista Brasileiro & lusófono no Exterior".

A.C.I.MA. – dando continuidade ao projeto de mapeamento dos artistas e escritores brasileiros &  lusófonos- “Vitrine do Artista Brasileiro & Lusófono no Exterior”, iniciado em setembro de 2011, com entrevistas dirigidas inicialmente para os artistas e escritores brasileiros residentes no exterior, dá início em 2013 ao segundo ciclo do projeto de entrevistas para a “Vitrine do Artista Brasileiro” com os artistas e escritores associados A.C.I.MA., residentes no Brasil, que contribuem para a divulgação e valorização da Arte & Cultura brasileira e lusófona no exterior.

O projeto “Vitrine do Artista Brasileiro & Lusófono no Exterior” da A.C.I.MA. abraça a arte e a cultura dos povos migrantes em todas as suas formas e manifestações – sejam elas, musicais, literárias, teatrais, artes plásticas, cinema, dança, fotografia, folclore, enfim, todas as expressões artísticas.



CARMEN LÚCIA HUSSEIN 
Vitrine do Artista Brasileiro & Lusófono no Exterior”

A.C.I.MA. – Bem vinda CARMEN LÚCIA HUSSEIN, é uma honra tê-la conosco! Primeiramente, gostaríamos de saber um pouco sobre você: de onde vem, qual sua terra natal? Onde vive atualmente? Além da escrita, que trabalho ou hobby desenvolve?
C. L. H. – Nasci em Taubaté e moro hoje na cidade de São Paulo. Sou professora universitária  aposentada de Psicologia Escolar e Problemas de Aprendizagem. Continuo a fazer pesquisas sobre a minha linha de pesquisa que é o processo ensino e aprendizagem de leitura critica e criativa e escrita crítica e criativa em crianças e universitários que são publicadas em revistas de Psicologia. Realizo atualmente o estudo sobre a leitura criativa e o ensino de redação de poesia para crianças e universitários. Gosto também de ler muito. Além de Psicologia, poesia, literatura, filosofia, leio cultura humanística variada. Mas, filosofia cristã de grandes pensadores leio desde há muito tempo.



A.C.I.MA. – Como e quando se dá o seu primeiro contato com a escrita? Sobre qual tema você escreve? De onde vem as inspirações para suas obras literárias? Poderia nos contar um pouco sobre seu processo criativo ?
C. L. H. – Minha mãe fazia poesias e vivia poeticamente. Desde criança lia muito. Além disso, representava algumas vezes em teatros infantis e também gostava de ouvir letras de música. Assim, quando jovem, comecei a fazer poesias.
Tenho poesias com temática diversificada como amor, perda, saudades, meditativas, religiosas, critico-sociais e de natureza. Tenho ainda poesias expressas de modo lírico. Algumas delas tratam da fragilidade humana, da finitude da vida, do efêmero e da eternidade. As poesias meditativas realizam reflexões sobre a existência e buscam o seu sentido. Expresso ainda temas existenciais e profundos de existir. Trato das incertezas e dramas da vida na minha obra. Os meus poemas denotam um lado humanista subjacente. Os filósofos em que me baseio são os filósofos existencialistas (cristãos ou não). A minha poesia é simples, melódica e sincera.
A minha poesia se dá através de uma inspiração repentina. Surge uma ideia e a desenvolvo escrevendo-a logo em seguida. Também se dá ao ler vários livros de poetas brasileiros modernistas contemporâneos, donde surge às vezes a ideia de um tema ou de uso de um título ou uso de uma palavra para uma situação. Ao finalizar releio para melhorar a redação da poesia e faço a revisão dela.
O meu processo criativo se dá através da inspiração livre e não é baseado em temas propostos. Sigo a minha intuição. Mas, desde jovem, leio e gosto de cultura humanística variada. Leio desde então literatura, poesia, filosofia, sociologia, psicologia e notícias de jornais e revistas. Acredito que esta leitura pode enriquecer a temática da poesia. E, também em várias fases da minha vida, li o livro de Rainer Marie Rilke “Cartas a um jovem poeta” que me levou a refletir a respeito de como aperfeiçoar a poesia a partir das sugestões feitas por este autor.



A.C.I.MA. –  Qual foi a pessoa que primeiramente acreditou em seu talento? E qual outra linguagem da Arte tem o seu interesse?
C. L. H. – Tive com a minha mãe Thereza de Oliveira Ribeiro a influência por poesia, por ela ser poetisa. Portanto, ela foi a primeira pessoa que acreditou no meu talento. Os meus filhos Leila e Omar pela apreciação e apoio dado à fase inicial da minha escrita poética. À minha tia Ildephonsina Oliveira Ribeiro, pelo apoio e incentivo. À amiga Barbara Swirska pela apreciação e incentivo. À amiga Dulce Helena Batista dos Santos, pelo incentivo e revisão inicial da minha poesia. À minha amiga Maria Thereza O. P. Mello, pelas sugestões dadas em relação a divulgação das minhas poesias. Além da poesia gosto de literatura e de história de literatura. Gosto de cinema e teatro de boa qualidade. Também aprecio a pintura e a arquitetura como a história delas.

A.C.I.MA. – O que você acha que seria prioritário fazer para criar oportunidades para valorizar e divulgar o trabalho dos escritores e artistas brasileiros no Brasil e no exterior?
C. L. H. – Primeiro acredito que a poeta deveria divulgar mais no Brasil e tornar-se mais conhecida aqui para depois começar a divulgar no exterior. Seria necessário procurar mais oportunidades de vender em livrarias comuns e virtuais. E também buscar pertencer a associações literárias que possam ajudar a poeta na divulgação da autora, dos livros e das poesias dela. Depois a escritora deveria procurar  participar em publicação de poesias em Antologias, jornais e revistas em nosso meio. Ainda a poeta precisaria procurar ter seu site para divulgar a sua biografia, poesias e livros. Após esta fase pode-se começar a divulgar no exterior e assim seria bom enviar livros traduzidos para Salões e Feiras de Livros no exterior. Numa fase posterior seria bom localizar livrarias que possam divulgá-los no exterior. É a fase em que estou agora. 



A.C.I.MA. – Na sua opinião, qual o maior obstáculo que encontra o escritor brasileiro para ingressar no universo literário? Como você divulga o seu trabalho? Onde é possível adquirir seus livros?
C. L. H. – Primeiramente o autor teria que se preocupar mais em escrever e também ler poesias mais do seu interesse. Depois sim poderia mandar fazer o seu livro de poesia. Seria bom no início fazer o livro de demanda em pequenas quantidades, já que a autora é pouco conhecida, e há pouca saída de seus  livros.  Divulgo meus livros no meu site, na Livraria Cultura: www.livrariacultura.com.br Também divulgo na Amazon: www.amazon.com Ainda divulgo na UBE, Rebra, (SP), Literarte (RJ), Poetas del Mundo-Santiago, CEMD(Diáspora), ACIMA(Milão). Procuro participar também publicando poesias em Antologias, jornais e revistas nacionais e no exterior que divulgam a autora e a sua obra

A.C.I.MA. – Que conselho daria a quem está dando os primeiros passos no universo literário?
C. L. H. – Seria bom ler muito  livros de literatura e poesias. E procurar aperfeiçoar as suas habilidades como poeta. Para isto dou como sugestão e indico o livro de “Cartas de um jovem poeta” de Rainer Marie Rilke. Este autor  (1984) serviu como referência à minha pessoa e, por isso, eu passo os conselhos dele ao jovem que quer se iniciar na poesia, resumidos no prefácio deste livro escrito por Cecília Meireles: “Escrever só por absoluta necessidade, evitar formas comuns, escolher sugestões oferecidas pelo ambiente, não dar importância aos críticos, não ler tratados de estilo. O resto é muito mais importante, uma vez que a parte formal de arte acaba sempre por se realizar, quando atrás dela há uma imposição total de vida transbordante”. “Por isso, aplica-se a valorizar aos olhos do jovem poeta a necessidade de um mundo interior; de um gosto da solidão constante e inteligente; de uma visão diversa do amor, de uma ternura pela natureza; de uma paciência interminável; de uma aceitação de todas as dificuldades; [...]. Assim, acrescento que para formar a poeta, a educação dada pelos pais e  escolas deveriam levar a criança e o jovem a apreciar o belo e a poesia no cotidiano. Além disso, o jovem poeta deveria cultivar a apreciação do belo, da harmonia, do simples e do profundo na existência, para expressá-los nos seus poemas”. Ainda o convívio com familiares que expressam suas emoções, lembranças e experiências de vida variadas, seriam importante também. O jovem que tem dificuldade de expressar suas emoções e experiências de vida, seria bom fazer terapia para a expressão delas em sua poesia. Também acredito que seria importante a poeta ler cultura humanística variada para ter uma qualidade melhor de poesia. Assim ler filosofia, psicologia, sociologia e notícias de jornais e revistas. Além disso, seria bom ver filmes e teatros de boa qualidade, e ouvir letras de música ainda. Acho que a partir da leitura humanística variada a poeta irá ampliar o seu vocabulário e aperfeiçoar a sua escrita. E com esta leitura, a poeta iria formar uma filosofia de vida que poderia embasar a sua poesia, o seu livro e a sua obra poética. Assim a escritora poderia expressar a sua concepção de vida, da pessoa e do mundo. Também ela iria apresentar a sua crítica social e as suas meditações e daria assim significados e sentido à vida em seus poemas.   Ainda a poeta teria que ser uma pessoa observadora e procurar aperfeiçoar esta habilidade. Esta qualidade seria importante para descrever o cotidiano, a natureza, as emoções que sente, a sua critica social e as suas reflexões meditativas e religiosas em seus poemas. Tenho visto em alguns poetas modernistas brasileiros contemporâneos, no caso Manoel Bandeira, meu poeta predileto, que em algumas de suas poesias, após a descrição da situação, este poeta, nas conclusões delas, faz uma consideração ou filosófica, ou humanística, ou de humor. Esta habilidade poderia ser aperfeiçoada pela poeta após a descrição apresentada na escrita.









A.C.I.MA.  Poderia nos falar um pouco sobre suas obras, e particularmente, (se já houve) sobre a experiência de divulgar suas obras no exterior?
C. L. H. – Meus poemas denotam um lado humanista subjacente. Eles expressam temas existenciais e profundos da vida. Alguns deles são questões como fragilidade humana, a finitude da vida, o efêmero, a eternidade, o amor, a perda, o luto, a saudade. São também meditativos e buscam o sentido da vida. Há vários poemas expressos de modo lírico. São poesias com temática diversificada como amor, perda, meditativas, religiosas, crítico-sociais e a natureza. Os filósofos em que me baseio são os filósofos existencialistas ( cristãos ou nãos). Possuo o livro pela CBJE “Passagens de Vida” em 2008; os livros “Retratos”, “Ressonância”, “Contemplação", Reminiscências / O Relógio e o Tempo pela CBJE em 2010. Também tenho os livros de poesias: “As palavras escolhidas”, “Caminhos”, “Um novo horizonte”, “Meditações”, “Expressão Poética e “Poemas Contemplativos” pela CBJE em 2012 (traduzido em espanhol). Ainda publiquei os livros pela CBJE “Além do Cotidiano”, “Versos Líricos”, “O verão daquele ano, “O Fluxo do Tempo”, “A Casa Amarela” e “A manhã daquele dia” pela CBJE em 2013 (traduzido em espanhol, francês, inglês e italiano). Meu livro: “A Casa da Rua XV-Versos”- foi lançado pela CBJE em 2014. E os livros: “O ypê-roxo no jardim” e “Tempo Presente”,  pela CBJE em 2015.  Estou apenas no início da divulgação dos meus livros no exterior. Acho que seria bom divulgá-los em Salões ou Feiras de Livros internacionais. E, se possível, colocá-los à venda em livrarias no exterior. Tenho livros em português vendidos em livrarias em Lisboa e em Santiago de Compostela, para Portugal e Espanha. A.C.I.MA. –  Se desejar deixe-nos um mensagem, frase, reflexão ou poesia de sua autoria, por favor.

O MISTÉRIO
Tenho um sonho
E uma estrela para alcançar!
Que me ajudam a lidar com a vida
E com a imaginação e a fantasia
Tenho o divino
Para lidar com os mistérios
E a adversidade
Se enxergar o mistério
Posso aceitar o futuro
Mesmo que seja incerto
Sei que é a hora certa para mim
Acreditar no mistério divino
E ver algo de bom em tudo na vida
Tenho uma estrela para alcançar!
By Carmen Lúcia Hussein

RAPIDINHAS:
A.C.I.MA. – Uma saudade?
C. L. H. – A minha infância.
A.C.I.MA. – Um sonho?
C. L. H. – Viajar para Munique e ver minha filha e netos lá.
A.C.I.MA. – Um lugar?
C. L. H. – Praias tropicais.
A.C.I.MA. – Uma música?
C. L. H. – Yesterday - de John Lennon.
A.C.I.MA. – Uma tristeza?
C. L. H. – A partida dos meus filhos e netos para o exterior.
A.C.I.MA. – Um barulho?
C. L. H. – Fogos de artificio no Ano Novo.
A.C.I.MA. – Um cheiro?
C. L. H. – Cheiro do mar.
A.C.I.MA. – Doce ou salgado? 
C. L. H. –Brigadeiro e Torta
A.C.I.MA. – Destino ou casualidade?
C. L. H. –Amor ou Viuvez.
A.C.I.MA. – Quente ou frio?
C. L. H. – Chá quente ou Leite frio. A.C.I.MA. – Seu hobby?
C. L. H. – Leitura.
A.C.I.MA. – Comida preferida?
C. L. H. – Comida japonesa.
A.C.I.MA. – O que ama?
C. L. H. – Música.
A.C.I.MA. – O que não ama?
C. L. H. – Exercício.
A.C.I.MA. – Um livro?
C. L. H. – “E o vento levou”, de Margareth Mitchell.
A.C.I.MA. – Um filme?
C. L. H. – “A ponte do rio Madison”, sendo ator Clint Eastwood e a atriz Meryl Streep.
A.C.I.MA. – Uma homenagem?
C. L. H. – Uma palavra de amor e carinho a minha mãe.
A.C.I.MA. – Momento inesquecível?
C. L. H. – O nascimento dos meus 3 filhos.
A.C.I.MA. – Três coisas fundamentarias para ser feliz?
C. L. H. – Viver com a família-meu -marido e filhos. /Ter boa relação com os parentes e amigos. / O processo de criação me deixa feliz. Gosto de criar poesias e organizar Livros de Poesias. E também de criar pesquisas e escrever artigos de Psicologia Educacional.



Contato com a autora: E-mail: chussein8@gmail.com   

www.carmenluciahussein.com.br

A.C.I.MA. – Muito obrigada Carmen Lúcia Hussein!!! Parabéns pelo seu lindo e sensível trabalho!!! Sucesso Sempre!!!

... Luz, sempre + luz... 



Carmen Lúcia Hussein é coautora de MADRE TERRA - 4° Antologia bilíngue da A.C.I.MA. e participará do XXIX Salão Internacional do Livro de Turim 2016 – De 12 a 16 de Maio.