O ensino de leitura criativa e sua redação para o treino de escrita de poesia para escolares.
A escrita de poesia pode permitir os estudantes serem livres na exploração de tópicos interessantes ao invés de constrange-los com temas literais de natureza restrita(.Bloom,(1997). afirmou que o uso de questões divergentes podem levar os alunos a fazerem reflexões sobre um tema, que é central no processo de aprendizagem porque permitem os alunos a desenvolverem sentimento, valorização e percepção de si mesmo. poesia pode permitir os estudantes serem livres na exploração de tópicos interessantes ao invés de constrange-los com questões literais de natureza restrita .

Hughes (2006) afirmou que o processo de criatividade leva os escolares a descobrir através da leitura de textos reflexões críticas que os encorajam a se moverem além do nível baixo de pensamento como a lembrança e a compreensão para o pensamento de alto nível como a síntese, a avaliação, a interpretação e o julgamento que os levam a serem ativos na sua aprendizagem cooperativa que é acompanhada do inquirir, descobrir e de ter reflexões intensas.

Assim, Bloom ( 1997) sugeriu que o questionamento em sala de aula é amplamente literal que usam processos cognitivos de baixo nível. Estes níveis inferiores representaram a introdução ou estágio básico de aprendizagem. Em contraste estão as questões divergentes ou que usam os processos cognitivos de alto nível que solicitam do estudante criar uma resposta ou apoia-la em evidências de raciocínio Assim, as questões divergentes encontram-se no nível 5 (Análise) que incluem integrar, organizar, compor, planejar, predizer e criar. E também no nível 6 (Avaliação) que envolvem escolher, avaliar, defender, disputar, julgar, apoiar e que representam a mais alta ordem, que é a mais sofisticada das habilidades de pensamento crítico.

O ator acima afirmou que o uso de questões divergentes poderiam levar os alunos a fazerem reflexões sobre um tema, que é central no processo de aprendizagem porque os permitiriam a desenvolverem sentimento, valorização e percepção de si mesmo. Assim, os estudantes poderiam elaborar reflexões de um tópico que criariam percepções que os capacitariam a sintetizar e a explicar dado tema. E que a escrita de poesia pode permitir os estudantes a serem livres na exploração de tópicos interessantes ao invés de constrange-los com questões literais de natureza restrita .

A leitura crítica e criativa e as suas respetivas redações permite o estudante a ler e a escrever de maneira crítica e criativa. E que há a interdependência destas habilidades para a aquisição da poesia que deve ser considerada nas reflexões ocorridas anteriormente da criação poética.(Xerri,2006).

Encontrou-se o predomínio dos temas de leitura seguido de escrita criativa mais do que temas sobre a leitura criativa, num levantamento bibliográfico no PsichInfo (2002/2009), que foi realizado por Hussein (2014) que encontrou essa tendência na conclusão de Labuda (1985) que afirmou que a leitura criativa e a escrita criativa podem não ser habilidades separadas. Este mesmo autor concluuii que em alguns programas inovadores, a escrita criativa é apresentada como correlacionada à leitura criativa. Assim, Groeben (2001) considerou que a leitura produz estímulos para a criação e que a escrita criativa é a produção subsequente e que este quadro evidenciou a necessidade de maior esclarecimento dessas habilidades.

É uma tarefa complexa definir a habilidade da escrita de poesia e a sua natureza e que portanto, poucos trabalhos foram encontrados nesta área aqui e no exterior. A leitura crítica e criativa e suas respectivas redações podem usar questões de alto nível para o ensino desta habilidade. Serão apresentadas a seguir algumas estratégias para o estimulo destes comportamentos.

Hussein (2008) afirmou que o professor deve estar ciente de que determinadas condições são necessárias para a aquisição da criatividade textual, tais como:
  • 1) O material deve ser adequado às expectativas dos alunos e ao desenvolvimento de criatividade,
  • 2) Os leitores necessitam de não estarem limitados pelo tempo para que possam sintetizar e não podem ser graduados ou avaliados como corretos ou incorretos.

    A estudiosa acima considerou que o primeiro passo para o ensino de leitura criativa é o professor conduzir o aluno a questionar, inquirir e perguntar sobre o texto. O segundo passo é o mestre dar o feedback a resposta do aluno.

    Os dados do estudo feito por Hussein (2014) sugeriram que a subárea ensino de leitura criativa mostrou ser menos desenvolvida cientificamente do que a subárea compreensão de leitura em que houve o predomínio em pesquisa e o delineamento foi significantemente mais sofisticada usando a metodologia experimental (Witter,1999).Porém esta subárea é mais desenvolvida do ponto de vista em ciência do que o ensino de leitura crítica (Hussein,2011) e o ensino de redação de poesia (Hussein,2017).

    Encontraram-se alguns trabalhos com os alunos de graduação em psicologia e de pós-graduação na área, como o de McGregor (2002), com universitários indicando que os alunos melhoraram com o treino de criatividade textual. Também houve as pesquisas com crianças de 5ª série como as de Hussein (2008) e as de Hussein (1999) e a de Sampaio (1983) que usaram universitários na graduação e na pós-graduação sendo que usaram questões criativas e a audiência da professora comprovando a sua eficiência.

    Quanto ao ensino de leitura critica Hussein (2008) disse que é preciso para desenvolver a leitura crítica o professor fornecer níveis de habilidades de um modo variado e organizado de maneira que pode levar os alunos a fazerem comparações de pontos de vistas divergentes e incentivá-los a comparar fatos oriundos de diferentes fontes de informação para determinar a precisão desta.

    A pesquisadora acima considerou que para ensinar a leitura crítica a escritora acima sugeriu que o primeiro passo no ensino de leitura crítica é envolver os alunos em questões preferivelmente formuladas por eles. Esta autora ainda considerou que este processo de treino deve ser iniciado na instrução inicial e ampliado de modo a permitir a discriminação entre ficção e não ficção e ser aumentada gradativamente o seu grau de complexidade. Ela assim concluiu que as questões respondidas literalmente podem ser tratadas muito mais rapidamente do que aquelas que requerem leitura crítica

    Assim, encontraram-se na literatura de área alguns trabalhos como os de Al´Shara´h e Mohammad ( 2004 ); os de Okibayashi ( 2004 ) que verificaram o efeito do treino de leitura crítica e criativa sobre as suas respectivas redações. Em nosso meio acharam-se pesquisas como as de Hussein ( 2008) com crianças de 5ª série; as de Hussein(1999,2008,2009) e a de Sampaio (1983) com alunos universitários e de pós- graduação que usaram questões e audiência da professora que demonstraram a eficiência deste ensino.

    Hussein (2011) arrolou os dados no PsychINFO (2002/2008) em relação ao verbete “Ensino e aprendizagem da leitura crítica”. A análise do material mostrou que os títulos estão de acordo com as regras do discurso científico; que houve um predomínio de trabalhos teóricos com relação ao de pesquisas; e que é uma subárea carente de pesquisa, havendo uma dispersão de dados em relação a tipos de participantes, temas e tipos de pesquisa.

    Serão feitas reflexões sobre a natureza e as estratégias para o ensino e aprendizagem da redação criativa a seguir. Condemarin e Chadwick(1986) consideraram que não existe um modelo para o ensino da escrita criativa mas que haveriam formas de evitar persuadir as crianças a se expressarem com estilos padronizados ou usuais e que deve-se oferecer a elas as oportunidades de se exporem e expressar as suas experiências de vida.

    Uma atividade para ampliar a ideia e que a escrita criativa proposta por Sak (2004) deveria ser conectada à vida real e que deve-se acreditar que quanto ler mais a criança melhor escreve melhor e que a sua mente se ampliaria quanto a expressão de narrativas pessoais , estórias misteriosas, ensaios escritos, poemas, e relatos de pesquisa que têm as suas próprias características e problemas.

    Além disso, Condemarin e Chadwick (1986) considera a escrita criativa como um termo aplicado a escrita imaginativa a partir de experiências ou como resultados de fantasias que seriam estimuladas para incentivar o pensamento divergente aplicado a escrita.Ela tem como objetivo possibilitar os alunos as oportunidades de expressar as suas experiências de vida .

    Será apresentada a pesquisa de Bampi (1995) sobre o efeito do treino de criatividade sobre a aprendizagem da redação criativa .Neste sentido, (Bampi,1995) testou um programa de desenvolvimento da criatividade na escrita através do “ modelo de incubação para o ensino”. Usaram como participantes 31 alunos das 4ª séries divididos em grupo experimental e o grupo de controle. . O método foi pré-teste, treino e pós-teste. E tiveram como participantes 31 alunos da 4ª séries divididos em grupo experimental e grupo de controle. O grupo experimental recebeu o treino de redação criativa. E o grupo de controle não o recebeu. Os resultados mostraram que o grupo que recebeu este ensino não obteve diferença significante em relação ao grupo que não passou por esta atividade. .Assim houve progresso qualitativo na criatividade escrita no grupo experimental no pós-teste. E o grupo de controle não obteve este desempenho. Portanto pode-se dizer que houve o efeito do treino da redação criativa nestes alunos. . A seguir serão feitas considerações sobre a natureza da redação criativa e suas estratégias de ensino para os escolares. Assim, elas propuseram que ao ensinar-se a escrita criativa os professorem devem levar em conta certas pautas gerais para ajudar as crianças nesta habilidade.

    Neste sentido, foram dadas sugestões por Condermarin e Chadwick (1987) que recomendaram sugestões propostas por alguns autores que foram necessárias sobre a aquisição desta escrita pelos escolares.:
  • 1)O professor deve enfatizar o produto e não o processo;
  • 2) Ele deve criar uma atmosfera em que as crianças sintam-se livres para expressar-se abertamente.
  • 3) O mestre deve esforçar-se em aprovados pelos alunos;
  • 4) Deve ser importante o professor manter uma atitude positiva em relação ao trabalho dos alunos;
  • 5) Deve-se incentivar as crianças de compartilharem os seus escritos com outros companheiros;
  • 6) Cada expressão escrita é individual e não deve -se esperar que os estudantes utilizem o mesmo estilo;
  • 7) O docente deve apresentar tópicos abertos para dar aos alunos a liberdade necessária para criar;
  • 8) O professor deve dar uma variedade de atividades de escrita para incentivar a imaginação e a criatividade dos alunos;
  • 9) O professor deve praticar nos alunos a aprendizagem que deve ser comunicada aos pares
  • 10 ) Ele deve praticar junto aos alunos uma aprendizagem que os levem a ficarem motivados
  • 11) E também os escolares devem ficarem motivados para escreverem poesias e quererem se tornar escritores e poetas com a participação deles.

    Assim a professora os levam a realizarem reflexões e a conectarem em conteúdos que expressam nesta habilidade as suas experiências vividas .

    Neste sentido, Torrance e Salfter (apud,Condermarin e Chaldwick,1987) defendem o uso delas em três momentos: o antes, o durante e o depois de qualquer tarefa descrita no ensino de leitura e redação criativa:
  • 1) Estágio 1 – O mestre deve aumentar a antecipação e expectativa no sentido de preparação para a aprendizagem, criando-se o desejo de aprender e aumentando a curiosidade dos alunos;
  • 2) Estágio 2 – Ele deve aprofundar as expectativas e o conhecimento sendo que aumentaria a preocupação do aluno com o problema;
  • 3) Estágio 3 – O mestre deve oferecer para que ocorra o pensamento criativo amplas oportunidades de informações que não sejam absolutas, fechadas, mas que apresentem várias ´possibilidades divergentes.

    Alguns estudos foram realizados em nosso meio sobre o efeito do ensino de leitura crítica e criativa sobre a redação crítica e criativa. Assim, a pesquisa realizada por Hussein (2008) mostrou o efeito de um treino de leitura crítica e criativa sobre a redação crítica e criativa em crianças de 5ª série e os dados apresentaram diferenças significantes nestas habilidades no GE em relação ao GC.A autora também procurou demonstrar usando estudantes universitários de Psicologia a eficiência do treino de leitura crítica e criativa sobre a redação crítica e criativa em relação ao GC que não recebeu esse treino. Foi encontrado que o GE que recebeu o treino de leitura crítica e criativa apresentou melhor desempenho nestes comportamentos.

    O uso de poesia na pesquisa feita por Bragotto(1994) possibilita o ensino desta habilidade.Assim, ela considera o uso de poesia como uma forma de enriquecimento do currículo ao utiliza-lo para inspirar respostas poéticas. Neste sentido, esta autora também confirma a sua utilização como meio de elevar a criatividade e a motivação no estudo de português por adolescentes. As propostas de trabalho com o uso de poesia são formas de iniciar um trabalho de escrita criativa que os estudantes gostam muito. Assim o poema poderia tocar nos sentimentos e, sendo assim, seria uma estratégia para pensar sobre os seus próprios sentimentos, e que levaria a gerar ideias que poderiam ser expressas na escrita de poemas.

    Assim, pode-se concluir que as questões divergentes podem ser usadas na leitura critica e criativa e suas respectivas redações para a o incentivo de expressão poética. Desse modo, os estudos acima podem usar na fase inicial, estas estratégias para estimular a redação poética seguida por uma fase posterior de ensino de redação de poesia tanto na sua expressão poética como no seu conteúdo. Evidenciou-se que o uso inicial destas estratégias facilitou a a aquisição dela.

    Portanto, pode-se concluir através deste estudo feito por Hussein(2017) que houve pouca poesia em casa e na escola ,que os professores não conhecem como ensinar e a natureza dela, que a pratica dos professores para o treino de poesia não está baseada em pesquisas ,que há evidências que apoiam a eficácia do seu ensino quanto a forma e não ao conteúdo sendo que porem o seu ensino beneficia os alunos E que foram achados poucos estudos sendo que houve o predomínio de teóricos do que os de campo e que houve carência de pesquisas neste tema o que sugere a necessidade de trabalhos posteriores sobre este tema.

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